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[Trabalho coletivo no Museu Municipal de Arte (MuMA)/11.06.2024 - 28.07.2024]

Com a performance Poeira Branca, o grupo Grupo Em-cadeia propõe discutir sobre os problemas e vivências por quais estamos passando nos últimos anos por meio da ação. São tantos problemas, tantas questões, que a seguinte pergunta se faz necessária: será possível uma abordagem que dê conta de tudo que estamos passando? Epidemia, pandemia, guerras, governos autocráticos, fascimo, nazismo, violência contra minorias, destruição do meio ambiente etc. Como podemos externalizar e refletir sobre tudo o que vivemos nesses tempos? Os artistas do Grupo Em-cadeia propõem um caminho simples para tratar dessas questões. Ao invés de abordar diretamente um ou outro tema-problema de nossa era, eles se apropriam de um método que se encontra na base da criação e da solução de problemas: uma metodologia industrial. Em Poeira Branca, os artistas criam uma linha de produção completa, seguindo normas industriais e com carga horária, área de trabalho e funções definidas. Com a performance duracional, eles levam a base e a lógica da indústria para o espaço expositivo. Entretanto, extrapolam e subvertem essa mesma lógica ao encadear na linha de produção a destruição e eliminação do produto em si. Usando o gesso - material utilizado para produção de esculturas mas que hoje possui o seu principal uso na indústria da construção civil - o grupo produzirá diversos moldes de corpos que ao fim serão destruídos como parte do mesmo ciclo. Para que tanta produção? Para que produzimos? O que destruímos? O que descartamos? E como tudo isso está relacionado ao nosso viver na atualidade? É o que veremos com a performance Poeira Branca.

 

Fernando Ribeiro, curador

Datas

Performance de 11/06/2025 a 06/07/2024

 

* Terças e quintas das 10h às 13h
* Quartas e sextas das 15h às 18h


* Sábados:

22/06/2024 das 10h às 13h
06/07/2024 das 10h às 11h
encerramento da performance + abertura da exposição até 14h

Exposição de 11/06/2025 a 28/07/2024

1° semana

2° semana

3° semana

4° semana

Dados de produtividade:

Informações recolhidas diariamente pelo responsável no controle, durante os turnos de trabalho:

Durante quatro semanas, dentro de uma vitrine voltada para a rua, vivenciamos uma rotina rígida de trabalho, produzindo e destruindo fragmentos dos nossos corpos moldados em gesso.

Cansaço constante, calor extremo, equipamento de segurança cravado na pele, tempo implacável e infinito. A rotina de um trabalhador. 

As funções se tornam mecanizadas, as peças produzidas se acumulam, a pilha de corpos cresce e o chão, preenchido pela poeira do gesso, se torna escorregadio. Nossos passos são medidos, os movimentos controlados, o suor escorre em nossas costas, mas a produção não para.

 

O som da marreta marca a destruição de outra peça. Construída e transportada cuidadosamente, volta a ser poeira, enquanto os turnos se alternam e o relógio reinicia.

Grupo Em-cadeia

Grupo Em-Cadeia apresenta nova intervenção no MuMA, a partir de 11 de junho, em uma reflexão sobre o sentido da produção no mundo contemporâneo:

A partir de 11 de junho, o Museu Municipal de Arte (Muma) se tornará palco para uma reflexão profunda sobre os desafios do mundo contemporâneo, incluindo epidemias, conflitos, destruição ambiental e autoritarismo. Sob o título de Poeira Branca, o coletivo de arte Grupo Em-Cadeia traz uma proposta ousada, explorando o papel da produção industrial como potencial solução e causa desses problemas. O projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Fomento e Incentivo à Cultura (Mecenato). 

Na performance, os jovens artistas Barbara Haro, Isabela Picheth, Luiz Moreira, Luiza Urban e Priscilla Durigan serão vistos atrás de uma vitrine de vidro, imersos em um ambiente que replica uma linha de produção industrial. Durante um mês, eles seguirão rigorosamente normas industriais, trabalhando com gesso - material associado à escultura, mas com ampla utilização na construção civil. No entanto, o que diferencia essa performance é o destino final dos produtos: uma vez concluídos, eles serão destruídos pelos próprios criadores.

"Com a performance duracional, os artistas transportam a estrutura industrial para o espaço expositivo, mas vão além, subvertendo essa lógica ao incluir a destruição do produto na própria linha de produção", afirma o curador Fernando Ribeiro. Desta forma, os artistas convidam o público a produzir sua própria reflexão sobre individualidade, fragilidade, lógica e irracionalidade. 

Concebida em 2020 durante o isolamento social da pandemia de Covid-19, Poeira Branca recria um ambiente esterilizado e mecanizado, onde corpos são apenas formas anônimas. O gesso, inicialmente um pó branco fino, retorna a essa forma ao ser destruído. Ao levantar no ar, forma uma neblina que obscurece a visão, tornando os contornos difusos. "Essa sujeira branca, ao se espalhar, marca não só a presença dos corpos, mas também seus movimentos, conectando o espectador com a materialidade da performance", explica o curador.

Poeira Branca desafia a necessidade de produção incessante em um mundo marcado pela excessiva produção e desperdício. Após o período de performance, os resíduos do processo ficarão expostos por duas semanas no museu.

Material didático

O projeto Poeira Branca, realizado com recursos da Lei Municipal de Fomento e Incentivo à Cultura (Mecenato), conta com uma série de ações voltadas para a contrapartida social, que envolve educação e democratização do trabalho artístico. Entre estas ações destaca-se o material pedagógico criado para contextualizar tanto a linguagem da performance utilizada na realização do trabalho, quanto o próprio conceito e processo de criação desenvolvidos pelos artistas. Através da capacitação de professores, o arte-educador Bruno Wozniak, vai orientar a abordagem dos temas antes da visita dos alunos à exposição.

Próximos eventos do projeto:

Mediador no espaço expositivo;

Oficina para pessoas cegas e baixa-visão;

Visita de turma do ensino médio e ida da equipe para a escola;

Bolsista selecionado;

 

Bate-papo com o grupo e curador na UNESPAR Campus I - EMBAP;

23.07.2024 / às 19h

FICHA TÉCNICA
Curadoria: Fernando Ribeiro
Criação e Performance: Barbara Haro, Isabela Picheth, Luiz Moreira, Luiza Urban e Priscilla Durigan
Direção de Produção: Diego Marchioro
Projeto Educativo e Mediação: Bruno Wozniack

Fotos: Patricia Mattos
Vídeos: Luiz Moreira e Lidia Ueta
Designer Gráfico: Barbara Haro
Estratégia Digital e Mídias Sociais: Barbara Haro e Luiza Urban
Estagiária: Gabriella Santos

Assessoria de Imprensa: Dani Brito
Cenotécnico: Fabiano Hoffmann
Realização: Grupo Em-cadeia e Rumo de Cultura
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